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21:36

Quando o amor chega, você sabe que os tempos bons que você sempre ansiou estão acontecendo.
Quando o amor é amor, você só sabe. E você finalmente consegue sentir o coração batendo.
É quase uma explosão.
São várias explosões multicoloridas e abstratas. Indescritíveis.
Se tem alguma coisa ruim, é só a saudade.
Saudade, agora eu sei do quê. De quem.
A escuridão que obscurecia o coração está sendo permeada pelos primeiros raios de luz que o amor trás. Ela logo vai entender que não existe mais espaço pra ela.
O sol está chegando, amor.
Os raios refletidos nesse rio que guarda todos os segredos do que há de vir refletem toda a beleza que do universo.
O sol… Chegou.

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23:20

Passado, presente, futuro… Quem se importa? A vida é assim, nada de mais natural. Quem realmente era, quando achava que não era necessário me perguntar isso? A tranquilidade livre de ânsias pro futuro, se transformou em esperanças por um agora que já não é tão idealizado. E que vai deixar saudades, mesmo assim. E agora, não tem mais nada além de fotos para olhar. “Who were we when we were who we were back then?”

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08:12

Pedro Says:
Tem algumas poucas músicas que conseguem tocar seu coração com tão poucos acordes, com uma tranquilidade quase que silenciosa ao se acordar numa segunda de manhã e reavaliar que a próxima semana pode vir a ser diferente. Ou pode ser exatamente a mesma coisa. Você se sente bem por ter sobrevivido até hoje, afinal, é preciso estar vivo para sentir todas as graças e belezas desse mundo. A beleza de se escutar a voz de Beth Gibbons rasgando sentimentos contraditórios na sua alma. É claro que também poderia ser o Lou Reed. Sinto uma letargia, ao mesmo tempo em que sinto uma necessidade de movimento, de me libertar de todos esses sentimentos que ficam guardados atrás da necessidade de experimentar a vida da maneira que me falaram que deveria ser. Da necesidade de se olhar no espelho e se identificar com alguma coisa, ou com alguém. Consigo mesmo. Do sonho de conseguir se distanciar tanto de você mesmo ao ponto de ser quem és mais do que nunca, e se libertar de quem você insistentemente tentou inventar, porque assim foi preciso. O sonho de se sentir livre como um pássaro solitário e se conectar com o mundo, com a leveza de sua alma ignorando todas as opressoras ânsias exteriores que te fazem tentar insistentemente algum tipo de conexão com os outros e com toda a informação que me cerca. Uma conexão que sempre vai embora a cada desencontro ou a cada mudança de perspectiva. Uma conexão que perde o sentido a cada volta para uma pequena caixa em que os sonhos gritam claustrofóbicamente para as paredes, até perder a força ou o medo de alguém escutar falar mais alto.
Pode ser que Candy seja a cross-dresser Candy Darling, que assim como Lou Reed e os integrantes do Velvet Underground, frequentava a Factory de Andy Warhol. Pode ser que as frases soltas de Candy se perguntando o que ela veria se ela se distanciasse dela mesma explicitem sua dificuldade de se colocar no mundo sendo como ela era. No entanto, Candy não pode ser só ela. Todo mundo pode ter um pouco de Candy em si. Eu, particularmente, consigo me sentir como Candy.
Irônicamente, Candy é um doce, apesar de sua alma poder não soar tão doce assim. “Candy, specifically sugar candy, is a confection made from a concentrated solution of sugar in water, to which flavorings and colorants are added”. Candy é o ser amável e colorido que criamos para nos inserir no mundo. Como em um grande saco de M&M’s, cada um é um pequeno doce colorido em busca de um pouco de ar no meio de tantos outros doces. Qual é a verdadeira essência interior escondida tão profundamente atrás de todos os sabores e corantes, mesmo que esses pareçam tão reais?

Candy não queria ter que se preocupar com todas as coisas que o mundo exige, nem com seu corpo, nem com a impossivel necessidade de fazer grandes decisões. Candy sabe que as grandes decisões sempre a vão angustiar, já que outros milhares de caminhos poderiam ter sido trilhados. Candy queria saber o que os outros tanto falam discretamente, talvez eles entendam algum mistério sobre a vida que ela ainda não conseguiu desvendar, apesar disso provavelmente não ser verdade. Candy queria conseguir se afastar de si mesmo na tentativa de conseguir se entender melhor. Candy mantém as esperanças de conseguir entender isso tudo quando for mais velha, mas no fundo ela sabe que provavelmente ela jamais vai conseguir entender absolutamente nada disso tudo que é a vida. Candy quer que os pássaros azuis voem sobre ela e simplesmente a ignorem, porque assim ela vai conseguir se sentir livre para coexistir com eles, diferente do que dificilmente acontece com a convivência com outras pessoas. Candy sabe que o silêncio é o destino indissociável para todo mundo, quando finalmente as luzes se apagarem e todo movimento cessar, como no fim de um show ou num fim de noite em um carrossel de cidade de interior. Ou no fim da vida.
Candy odeia tudo que é preciso fazer nas infinitas tentativas de se estar para simplesmente poder ser. Eu também.

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23:53

Versão bela e intimista de It is not meant to be, do Tame Impala. Tenho a impressão de que essa música combina com um dia ensolarado em alguma praia Australiana, curtindo as ondas trazendo novos sonhos e levando o tempo embora. Acho até que foi num dia desses que a música foi escrita. Numa noite na beira de um lago, talvez. A letra, que é bem direta, pode parecer um pouco pessimista. No entanto, consigo ver que nela tem uma felicidade que consiste na beleza escondida por trás do brilho de um olhar de admiração por outra pessoa.

09:54

Amy Winehouse escrevia músicas que cortavam o coração e mostrava toda a fragilidade de uma menina que buscava ser forte pra lidar com a dor de seus relacionamentos problemáticos com os homens de sua vida e as drogas que usava.
No pôr-do-sol do anos 2000,tão cheios de vida e de esperança,alguns artistas que desabrocharam no inicio da década com homenagens à juventude e à vida começavam a mostrar a face sóbria do amadurecimento e das perspectivas da vida adulta.Assim como The Killers lançou Sam’s Town,que mostrava uma mudança de garotos que cantavam as aspirações de uma geração de Indie Rock Glamuroso para a abordagem de temas como a nostalgia e os sentimentos depois que a juventude passa, Amy Winehouse oscilou de uma garota que se sentia mais forte do que os homens com quem se relacionava mas ainda cheia de perspectiva de viver amores que a deixariam flutuando para uma mulher que se afundou na intensidade de seus sentimentos e na fidelidade a homens que não conseguiriam cuidar dela por serem tão problemáticos e frágeis quanto ela.Em Back To Black,Amy cantava a música fúnebre desses relacionamentos mas sem perder a esperança.He Can Only Hold Her passa os sentimentos desse fim de tarde após um relacionamento que deixou marcas e se foi mas ainda está vivo em uma das pessoas,independente se ela tentou encontrar novas histórias na imensidão e da sensualidade da noite.Isso pode ser triste,somente triste.Pessoas tentando se encontrar nas outras mesmo estando tão ausentes,independente da luz estar acesa.Todos os abraços calorosos e beijos vivos podem parecer sem sentido se uma das almas estiver vazia ou deslocada nos beijos de uma outra pessoa que foi embora.Beijos do homem que ele gostaria de ser.Amores podem ser lindos e intensos,mas podem ser extremamente solitários se estiverem sedimentados no esforço de somente tentar fugir da solidão.
Amores podem  ser extremamente solitários se estiverem sedimentados no esforço de somente tentar fugir da solidão.

por pedrorodolpho
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10:07

Never Fade Away,novo clipe do Spector,minha nova banda favorita.Garotos bonitos e bem arrumados de Londres,já queridinhos da NME e apontados como uma das bandas para ficar de olho em 2012 tem tudo para despontar como uma das bandas mais interessantes  do ano quando o debut sair em Agosto.Estão bombando na maioria dos bons festivais europeus do verão e já abriram para gente como a Florence+The Machine.Eu,particularmente,já estou ansioso por esse lançamento.A banda tem um som maduro e boas letras,e a voz de Spector Ryan Gosling(não,não é o ator) tem uma força marcante que às vezes lembra uma mistura de um Paul Banks com Justin Young.O clipe é nonsense,mas não deixa de ser muito bom.

por pedrorodolpho
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12:48

Além de ser uma banda formada por rostinhos bonitos da Califórnia que em pouco tempo passou a ser unanimidade em rádios e blogs ao redor do mundo com o hit Pumped Up Kicks,o Foster The People tem músicas com letras mais complexas que às vezes passam despercebidas pela facilidade de digerir suas batidas e os falsetes do convicto frontman Mark Foster.Não teria como ser menos.Dez anos antes de rodar o mundo tocando nos maiores festivais,Mark Foster se mudou de Cleveland para Los Angeles para tentar fazer seu caminho no mundo da música,e durante suas tentativas,Mark trabalhava de garçom à compositor de Jingles até chegar na formação do Foster,contando com trabalhos de dj nesse meio tempo.Los Angeles é uma cidade intensa e Mark chegou a ter problemas com abuso de drogas.Isso tudo explica o processo de amadurecimento de suas composições e Helena Beat é uma dessas músicas cuja letra é um resultado de um bom jogo de palavras.Helena Beat fala sobre momentos em que nos prendemos dentro de nós mesmos e estamos inseguros demais para mudar alguma coisa na situação.Nesses momentos,é sempre dificil se encarar.Vejo Helena Beat como uma tentativa de segurar a barra quando o sentimento da queda já é conhecido e simplesmente não se tem mais forças pra conseguir levantar de novo.Seria isso uma metáfora ao abuso de drogas?!Muito provavelmente.No momento em que o eu-lirico acorda se sentindo estranho e sem vontade de sair da cama,assim como costuma ser ao acordar de ressaca e acabado depois de uma noite intensa e é preciso fazer as coisas corriqueiras,como pagar o aluguel apesar de aparentemente não se ter nada a perder.A constante autoafirmação de que está tudo bem e a referência ao ato de tomar algo venenoso(Tóxicos) reafirma a crença de um uso razoável das substâncias até que as coisas saiam do controle novamente e a pessoa acaba se sentindo presa,novamente.No entanto,a música nunca deixa de tratar sobre a vontade – por mais que frustrada – de fazer as coisas direito.

por pedrorodolpho
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10:15

Home me traz um espirito de fim de festa.Sempre tentamos viver o máximo e ter momentos que valham a pena e soem reais.Assim como uma tentativa de se divertir e se sentir vivo numa festa,às vezes as coisas ficam confusas e ficamos inseguros.A noite,no entanto,sempre pode ser desconhecida e atraente.O que nos faria sentir bem,afinal?!Assim como numa festa,o LCD foi encontrando seu espaço e marcou a música dos anos 2000,conseguindo passar muito bem o espirito de uma época cheia de informação…e inseguranças.Sem nunca deixar de fazer as pessoas dançarem.A temática recorrente da vontade de viver e estar com amigos misturado com a confusão e o peso da passagem do tempo e de não se saber mais aonde ir quando se chegou aonde gostaria de ter chegado.Quando não se sabe mais onde queremos chegar,sempre queremos voltar para casa.Assim como em um fim de festa em que nada mais pode parecer atraente,as coisas ficam estranhas e as expectativas da festa já viraram passado ,já se concretizaram e ir pra casa é o que nos faz ficar bem…Até a próxima festa.

por pedrorodolpho
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10:02

Com o estimulo do Leandro para que eu voltasse a atualizar o blog,nada como uma bela versão ao vivo de I’ll try Anything Once.

por pedrorodolpho